A exclusividade deste blogger é divulgar e buscar informações sobre pessoas com deficiências, distrofia muscular progressiva, e tudo que interessar aos deficiêntes. Vocês estarão por dentro de informações sobre pesquisas, pessoas e famíliares que sofrem desta terrível doença além de conhecerem minha história de vida. Nasci perfeita, aos meus 17 anos foi diagnósticado que eu, uma jovem tão cheia de energia, um dia iria perder todos os movimentos....
Tenho Distrofia Muscular Progressiva
20 de maio de 2015
Código CID para distrofia muscular
13 de maio de 2015
5 de maio de 2015
Distrofia tipo Cinturas
A distrofia muscular de cinturas recebeu esta denominação na década de 50 para designar as distrofias caracterizadas por fraqueza predominantemente na cintura pélvica (quadris e coxas) e escapular (ombros e braços) e que se diferenciavam das já conhecidas distrofias ligadas ao cromossomo X (Duchenne e Becker) e a distrofia fáscio-escápulo-umeral. Hoje sob esta denominação engloba-se um grande número de distrofias, com características diferentes entre elas, que pode atingir crianças, adolescentes e adultos e pode afetar ambos os sexos. Os sintomas se iniciam com fraqueza nas pernas, dificuldades para subir escadas e levantar de cadeiras e após um período, que pode ser bem prolongado, apresentar sintomas de ombros e braços como dificuldade para erguer objetos. Envolvimento do músculo cardíaco é infrequente.
Cerca de 10% dos casos se devem a uma herança autossômica dominante e 90% a um mecanismo de herança autossômica recessiva; neste caso o portador recebe o gene afetado de ambos os pais (portadores assintomáticos).
Na tabela abaixo relacionamos os genes envolvidos na forma recessiva de distrofia de cinturas:
Formas autossômica recessivas da distrofia de cinturas (DMC): % dos pacientes com a forma recessiva Nome da doença Locus Nome (Simbolo do Gene) Locus do Cromossomo Proteina População onde foi encontrada Maioria com doença severa e 10% com doença leve Alpha-sarcoglicanopatia LGMD2D (SGCA) 17q12- q21.33 Alpha- sarcoglican None Beta-sarcoglicanopatia LGMD2E (SGCB) 4q12 Beta- sarcoglican Amish Gama-sarcoglicanopatia LGMD2C (SGCG) 13q13 Gama- sarcoglican Norte da África; Ciganos; raramente em outra parte Delta-sarcoglicanopatia LGMD2F (SGCD) 5q33 Delta-sarcoglican Brasil; muito raramente em outro lugar ~10-30% Calpainopatia LGMD2A (CAPN3) 15q15.1- q21.2 Calpain III Amish, La Reunion Island, Bascos (Espanha), Turcos ~10% Disferlinopatia Miopatia distal de Miyoshi LGMD2B (DYSF) 2p13 Disferlin Judeus libaneses
Rare Teletoninopatia LGMD2G 17q11-q12 Teletonina Italianos (?) Desconhecida LGMD2H 9q31-q33 Desconhecida LGMD2I 19q13.3
Na tabela abaixo estão os achados clínicos mais frequentes das formas recessivas de distrofia de cinturas:
Achados Cínicos das Formas autossomica recessivas das distrofias de cintura
Nome da
Doença Apresentação Outros achados Idade Sintomas Fraqueza Muscular Panturrilha Contratura / Escoliose Início (Média) Limitação severa da marcha
Sarcoglicano-
patia Deficiência Completa: dificuldade de andar e correr Proximal Hipertrofia Tardia 3-15 anos (8.5 anos) ~15 anos Deficiência parcial: caimbras Intolerância ao exercício Adolescência - Adulto jovem
Calpainopatia Dificuldade de correr/caminhar andar na ponta do pé Proximal (normal extensores e adutores do quadril), escapula alada Atrofia Precoce 2-40 anos (8-15 anos) 11-28 anos após o início
Disferlino-
patia Inabilidade em andar na ponta do pé Dificuldade de andar/correr Distal e/ou pélvico-femoral (não tem escapula alada) Raro Hipertrofia transitória 17-23 anos
Teletonino
patia(LGMD2
G) Dificuldade em andar/correr Pé caído Proximal and distal membros inferiores; proximal membros superiores Começo da adolescência ~18 anos após o início
LGMD2H Proximal membros inferiores; pescoço 8-27 anos Tarde na velhice
LGMD2I Dificuldade para correr/caminhar Proximal; membros inferiores> membros superiores Hipertrofia Rara, tarde 1.5-27 anos (11.5) 23-26 anos após o início
Abaixo estão as alterações genéticas da forma autossômica dominante da distrofia de cinturas:
Forma Autossômica Dominante da Distrofia de Cinturas: Genes envolvidos Nome da Doença Nome do Locus (Símbolo do Gene ) Locus Proteína LGMD1A 5q22-q24 Miotilina LGMD1B/ADEDMD 1 1q11-q21/1q11-q23 Lamina A/C Caveolinopatia LGMD1C (CAV3) 3p25 Caveolina LGMD1D 6q23 LGMD1E 7q Miopatia de Bethlem COL6A1 21q22.3 Colágeno VI alpha1 COL6A2 21q22.3 Colágeno VI alfa2 COL6A3 2q37 Colágeno VI alfa3
1. ADEDMD = Distrofia muscular autossômica dominante de Emery-Dreifuss
Na tabela abaixo estão descritos os achados clínicos da forma autossômica dominante:
Formas Autossômica dominantes da distrofia de cinturas: Achados clínicos
Nome Início Apresentação Achados Tardios Sintomas Sinais
LGMD1A 18-35 anos * Fraqueza proximal * Endurecimento do tendão de Aquiles * Disartria * Fraqueza distal
LGMD1B 4-38 anos (~1/2 início na infância) * Fraqueza proximal da cintura escapular * Contraturas * Arritmias (25-45 anos) * Morte súbita
LGMD1D <25 anos * Miocardiopatia dilatada Todos os pacientes permanecem
* Defeitos de condução cardíaca * Fraqueza muscular proximal deambulando
LGMD1E 9-49 anos (30) * Fraqueza das cinturas pélvica e escapular * Anomalia de Pelger-Huet * Contraturas * Disfagia
Caveolinopa
tia
LGMD1C
(CAV3) ~5 anos * Caimbras * Leve a moderada fraqueza proximal * Hipertrofia da panturrilha
Miopatia de
Bethlem
<2 anos * Hipotonia neonatal * Fraqueza proximal * Contraturas
A dosagem da enzima Creatinofosfoquinase é importante nas diversas formas de distrofia. Nas diferentes formas de distrofia de cintura os níveis observados são bem variados como vemos na tabela abaixo:
Tipo CK
Autossômica Recessiva
Sarcoglicanopatia Moderado a grande aumento
Calpainopatia >10 vezes o normal
Disferlinopatia frequentemente maciçamente elevada >100 vezes o normal
Teletoninopatia 3-17 vezes o normal
LGMD2F 2-30 vezes o normal
LGMD2I Normal ou importantemente elevada
Autossômica Dominante
LGMD1A Normal ou levemente aumentada
LGMD1B Normal ou levemente aumentada
LGMD1D 2-4 vezes o normal
LGMD1E 1-3 vezes o normal
Caveolinopatia 4-25 vezes o normal
Miopatia de Bethlem Variável * http://www.muscular-dystrophy.org/information/Key%20facts/lgl.html * http://enmc.spc.ox.ac.uk/DC/LGMDcrit * http://www.abdim.org.br/dmc.htm * http://www.geneclinics.org/profiles/lgmd-overview/details.html * http://www.mdausa.org/publications/fa-lgmd-qa.html * http://wwwchg.mc.duke.edu/patients/lgmd.html
2 de maio de 2015
27 de abril de 2015
Preciso de Patrocínio para publicar LIVRO
17 de abril de 2015
Saúde em Goiás vai de mal a pior
SUS= SUSPIRAR E MORRER. Fico indignada, com o caus que se encontra a saúde pública. Todo dia um morre por falta de atendimento, aguardando vagas e meios de transferência para outras unidades. Foram anos de mal governo pra chegar a esse CAUS, isso não é de agora NÃO. Marconi Perillo a Sociedade clama por SOCORRO. Vergonhoso. Quantos anos Marconi governa??? Nada contra ele. Somos seres humanos merecemos respeito, qualidade e condições dignas em atendimento. Unidades precárias, pra onde ta indo a verba? cadê o investimento??? Vamos mostrar nossa revolta e indignação. Saude em Goias está em calamidade pública
3 de abril de 2015
Rita X Distrofia deseja-lhe Feliz Páscoa
Caros amigos depois de algum tempo ausente, estou de volta para interagirmos, Obrigado pelos e-mails, carinho e consideração.Carinhosamente forte abraço e uma Feliz Páscoa a todos.
